Autor(es) Ana Catarina Amaral Correia
Orientador(es) Maria de Assunção do Vale Pereira
Ano 2013
Sinopse Este trabalho tem como objetivo analisar os motivos pelos quais as crianças empunham uma arma para participar nas hostilidades ou estão obrigados a lutar como soldados; e, por outro lado, demonstrar a complexidade da questão no âmbito dos programas, políticas e regulação jurídica. Pretendemos demonstrar que se pode fazer algo para impedir que as crianças se envolvam nos conflitos armados e se tornem em criançassoldado; e apontamos algumas ideias e sugestões para prevenir este fenómeno, trágico mas evitável. Como podemos constatar ao longo da investigação, o recrutamento de crianças é sempre muito fácil e a sua preparação para o campo de batalha torna-se muito simples. Elas são facilmente aliciadas – quando não raptadas –, facilmente treinadas para cumprir as ordens mais atrozes, são mais obedientes, não questionam ordens, são manipuláveis e sobretudo mais controláveis. A sua imaturidade não lhes permite ter discernimento sobre os atos que cometem, não são capazes de medir as consequências das suas ações, nem valorá-las, pois os mecanismos de limitação de comportamento estão ainda em fase de desenvolvimento pelo que, nos ambientes mais hostis, tomam atitudes que não seriam tão facilmente tomadas por adultos. Atendendo à amplitude da utilização das crianças como soldados em todo o mundo, não poderemos abordar as diferentes situações em que tal se verifica, pelo que escolhemos a análise dessa situação do Darfur, que se nos apresenta como um caso emblemático, sem prejuízo de referências pontuais a outros casos.

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